quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A festa do dinheiro

A próxima campanha já tem, garantidos, R$ 5 bilhões e 400 milhões de recursos públicos – o seu, o meu, o nosso dinheiro. Há 3,6 bilhões a dividir pelos partidos; há R$ 1,8 bilhão gastos no pagamento das emissoras pelo horário “gratuito”. Há ainda o Fundo Partidário: perto de R$ 1 bilhão por ano, pingando mês a mês no caixa dos partidos. Há poucos anos, quando o fundo era de pouco mais de um terço do atual, o presidente de um partido obscuro se queixava de receber “a merreca de R$ 100 mil mensais”.

e há dinheiro sobrando, haverá partidos sobrando. Por que não criar um partido para receber o Fundo Partidário, alugar seu horário gratuito na TV, oferecer a legenda para algum candidato correto – ou seja, que pague em dia - se tudo está disponível para isso? Com dinheiro se faz até uma aliança sincera.

E, esquecendo todos os fatos acima, é bom lembrar quem é que discute a reforma política. O maior partido, o PMDB, é dirigido por Romero Jucá; o PT, por Gleisi Hoffmann; o PP, por Ciro Nogueira – por coincidência, os três com problemas no Mensalão. Quem preside o PSDB é Aécio Neves, que acaba de se livrar do inquérito de Furnas. O PTB é controlado por Roberto Jefferson, que já cumpriu pena por seu papel no Mensalão, e o PR segue Valdemar Costa Neto, que há pouco deixou a prisão.

Difícil, não?

Carlos Brickmann

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MDB, história e oportunismo

O presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), anunciou, ontem, que os dirigentes da legenda decidiram rebatizar a sigla com seu nome original: MDB – “Movimento Democrático Brasileiro”. Na prática, o PMDB apenas perderá o "P" de sua sigla, que se refere a "partido". A troca de nome é parte de um movimento que inclui outras legendas para tentar modernizar os nomes das siglas antes das eleições de 2018.

A iniciativa é efeito do desgaste do meio político nos últimos anos por conta de revelações de esquemas de corrupção, como o investigado pela Operação Lava Jato. A alteração deve ser colocada em votação na convenção nacional da legenda, em 27 de setembro. Segundo Jucá, a mudança de nome já foi comunicada, ontem mesmo, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mesmo antes de a proposta ser analisada em convenção.

"Quero rebater críticas de que o PMDB estaria mudando de nome para se esconder. Não é verdade. Estamos resgatando nossa memória histórica. Queremos realmente ganhar as ruas. Nós vamos ter uma nova programação, bandeiras nacionais", explicou. O PMDB estudava resgatar o nome desde o fim de 2016. Até então, alguns legendas também optaram por mudar a sigla para se descolar da atual crise política e se aproximar dos eleitores.

Tirar ou acrescentar uma letra a um partido do tamanho do PMDB e da sua história é irrelevante, porque o que macula a legenda, hoje, não é a sua nomenclatura, mas os seus quadros. O MDB que Jucá propôs retomar tem puro oportunismo eleitoral. Em seus quadros, políticos sujos, fisiológicos e envolvidos em maracutaias querem usar o manto de uma sigla histórica como tábua de salvação.

Acha Jucá que livrar o partido da letra P será o mesmo que lavar as impurezas da alma dos seus filiados, hoje mergulhados num poço fétido, enlameado pela corrupção. Está enganado. O problema do partido, hoje, está nos seus quadros. O PMDB está mais sujo do que pau de galinheiro, virou uma legenda cartorial, um partido onde o caciquismo e as negociatas se impõem.

Seus históricos, que foram às ruas combater a ditadura e do velho MDB se orgulham, como Jarbas Vasconcelos, Pedro Simon viraram peças decorativas, sem voz nem comando. O MDB de verdade, das lutas gloriosas, foi fundado em 24 de março de 1966, em oposição à Aliança Renovadora Nacional (Arena), o partido de sustentação do regime militar, que derrubara o governo de João Goulart em 31 de março de 1964. A agremiação política era composta por políticos vindos de partidos extintos pela ditadura, entre eles, o PTB, majoritário, e dissidentes do PSD.

Em seus primeiros anos, o MDB foi considerado oposição tolerada porque, de certa forma, sua existência dava legitimidade ao sistema controlado pelos militares. Apesar da pressão do regime, o MDB avançou, assumindo postura combativa. Em 1973, Ulysses Guimarães e Barbosa Lima Sobrinho formaram uma chapa, como anticandidatos à Presidência, para protestar contra o escolhido pela ditadura, o general Ernesto Geisel.

Para deter o avanço da oposição, no dia 13 de abril de 1974, Geisel fechou o Congresso Nacional por duas semanas e, nesse vácuo, outorgou um conjunto de leis, o Pacote de Abril, constituído de uma emenda constitucional e seis decretos-leis. Mesmo assim, o PMDB conseguiu expressiva vitória no Senado e na Câmara, superando a Arena. Reelegeu Franco Montoro para o Senado, pelo voto popular, enquanto a Arena conseguiu emplacar o senador Amaral Furlan, escolhido pelo colégio eleitoral.

Por ter discursado contra as decisões tomadas por Geisel, o líder do MDB na Câmara dos Deputados, Alencar Furtado (CE), teve seu mandato cassado em junho de 1977. O fim do bipartidarismo, em 1979, levou à reorganização do quadro partidário. Em 1980, surgiu o PMDB que, já na primeira eleição estadual, em 1982, elegeu nove governadores.

Por Magno Martins

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Escolinha de Futebol da Fundevap em Apodi é sucesso total

Atletas de Apodi e região no Rio de Janeiro com o observador Lima de Moura do CRVG

O sucesso incontestável como técnico da Escolinha Show Fundevap está fazendo os meninos da escolinha de futebol de Apodi ‘bombar’ no Rio de Janeiro. Através do trabalho do professor Wellington Cristino, dezenas de crianças já viajaram até o Rio de Janeiro atrás de seu maior sonho, ser jogador de futebol.

O trabalho do professor Wellington Cristino merece destaque, com um trabalho diferenciado e credibilidade não só em Apodi, mas em toda região Oeste do Rio Grande do Norte. Wellington, abriu as portas para centenas de atletas, coisa que nunca tinha acontecido por aqui por perto.

E o trabalho de Wellington só aumenta a cada dia, vários atletas estão tendo oportunidades em vários clubes cariocas, dentre eles o Clube de Regatas Vasco da Gama – CRVG e o Clube de Regatas Flamengo - CRF.  

A Escolinha Show Fundevap, que recebe crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, fica em Apodi, interior do Rio Grande do Norte. A procura cresceu muito, depois da divulgação do trabalho do professor Wellington Cristino. 

Wellington Cristino e Maurício Albuquerque
observador do Flamengo/RJ
A escolinha de futebol da Fundevap busca ensinar técnicas de futebol e proporcionar condicionamento físico a crianças e adolescentes, com o acompanhamento de professores de educação física especializados. Os treinamentos acontecem sempre no Estádio Antonio Lopes Filho.

Os pais sentem a necessidade de colocarem seus filhos em escolas de futebol, para que eles desenvolvam técnicas não só no esporte, mas também no âmbito social.

“O futebol é um esporte que estimula o trabalho em equipe, o respeito por regras que existem em todo lugar e aumenta a socialização por ser um esporte coletivo. Além disso, é uma forma de fornecer atividade física as crianças evitando que elas fiquem com tempo ocioso demais, além de promover o bem-estar das crianças, ajuda a evitar problemas de saúde”, disse Wellington Cristino. 

Além do benefício comprovado para a saúde da prática esportiva, as escolinhas também funcionam como trampolim para o mercado profissional de jogadores.

“Em muitos casos, o futebol representa a única chance de ascensão social de famílias desfavorecidas. Histórias de jogadores pobres que conquistaram fama e fortuna recheiam os sonhos de milhares de pais e crianças. E mesmo para as crianças que não seguem carreira de jogadores profissionais, a escola desempenha um papel social na formação do indivíduo”, acrescenta.

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Agentes de Desenvolvimento do RN participam de capacitação em Natal


Agentes de Desenvolvimento (AD) de todas as regiões do estado estão durante toda essa semana participando de curso em desenvolvimento na sede do Sebrae/RN, na capital do estado.

O aludido encontro de Agentes de Desenvolvimento (ADs) é uma ação da área de Políticas Públicas do Sebrae/RN, tendo como gestora Adriana Bezerra.

Os municípios presentes são: Apodi, José da Penha, Major Sales, Encanto, Martins, Areia Branca, São Rafael, Santana do Matos, Timbaúba dos Batistas, São Fernando, Santa Cruz, Bom Jesus, Barcelona, Touros, São Miguel do gostoso, Baía Formosa, Arez, São Gonçalo do Amarante, Campo Grande, Afonso Bezerra, Ceará Mirim, Umarizal e Goianinha.

"Estamos participando dessa capacitação para oferecer melhores serviços, o curso é de suma importância para todos os Agentes de Desenvolvimento do RN", disse Júnior Morais.  

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Tribuna do Leitor: "COSERN, ontem e hoje em Apodi"


Vejam senhores(as) essas fotos aqui em Apodi e veja o que escrito em sua pagina na Internet: Acesse: Portal de Serviços da Cosern - Agências


Agências: Atendimento Próprio.

A Cosern possui Agências e Postos de Atendimento totalmente informatizados e distribuídos por todo o Estado, para fornecer um atendimento personalizado, rápido e seguro. Nas Agências, o cliente dispõe de um atendimento pessoal, rápido e personalizado”.

O RELACIONAMENTO INSTITUCIONALDA COSERN COM OS NOSSOS OS NOSSOS MUNÍCIPES

Hoje precisei de um dos serviços da COSERN e tive que esperar por 42 minutos e não fiquei satisfeito minimamente com a nova proposta dos serviços de atendimento na nova “agência-posto” da Cosern em Apodi. Eu e minha esposa ficamos aguardando por mais de quarenta minutos, eu em pé juntamente com outros cidadãos consumidores para obter serviços diversos. Uma só atendente num cubículo apertadíssimo, exprimido num fundo de uma papelaria numa situação nada confortável por razões nada aparentemente justificáveis.


A atendente nos informou que a mudança ocorrerá em todos os municípios onde haviam  Agências, os postos oficiais com endereços em prédio próprio. “Está funcionando em todas as cidades”... disse-me ela. Informando que as Agências-postos passaram a funcionar dentro de empresas, drogarias até em mercearias em varias cidades do nosso RN credenciada.

A pergunta é: porque e quais os critérios que baixaram qualidade nos serviços de atendimento aos nossos cidadãos apodienses?  O econômico... o social... o número de reclamações e  pouca demanda dos serviços,  ou,  foi o número de habitantes? Se foi o último, não vale, pois a cidade de Cerro Corá, 59º município do RN, com 11.331 hab., tem nessa nova arrumação uma agência-posto em endereço próprio. Cerca de 20 outras cidades, algumas com porte muito menor que o Município de Apodi continuam a funcionar e receber as pessoas em endereço próprio e de fácil acesso aos consumidores.

CAMARÂ MUNICIPAL DE APODI E A FECAM

A Câmara Municipal de Apodi e a Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (FECAM), Srs. Vereadores de Apodi, para que fiscalizem e avaliem qualidade e atenção aos usuários dos serviços e outras populações em todo o estado e exigir respeito a nós cidadãos e consumidores potiguares. E se possível denunciar especialmente ao Ministério Público Estadual, para que a população seja respeitada como resguarda Lei. Exigindo um ambiente digno de atenção e eficiência para exercer nossos direitos de consumidores no atendimento ao nosso povo. Exigimos respeito aos nossos munícipes.

O QUE FAZER? EM PRIMEIRO MOMENTO, LIGAR PARA OUVIDORIA E RECLAMAR MUITO!

CANAIS DE ATENDIMENTO DA OUVIDORIA COSERN:
Fone: 0800 084 0404
WhatsApp :  (84) 991618936  (Horário de atendimento: 8h às 12h e 13h30 às 17h30)
Fax: (84) 3215-6548

Assina: Professor Genildo Sousa

É, realmente não faltam quadrilhas no RN!

Parece que o governador Robinson Faria (PSD) estava certo quando disse que o Rio Grande do Norte enfrenta uma “guerra entre facções”.

Caso de polícia.

Ô!

É, realmente não faltam quadrilhas no estado!

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Distrito do Córrego recebe visita de Gilvan Alves

O Vereador Gilvan Alves, esteve mais uma vez prestigiando a reunião da Associação do Distrito de Córrego. A reunião aconteceu no último domingo, dia 13 na sede da associação.

O parlamentar levantou mais uma vez o debate sobre a importância dos Distritos, seus direitos e atenção diferenciada que o Governo Municipal deve dar para eles: calçando, sinalizando, drenando, saneando, iluminando, limpando e demais direitos já adquiridos.

“Pudemos acompanhar atentamente os pleitos e reivindicações que os moradores do distrito possuem. Assim, ficamos atentos e, poderemos propor ideias para ajudar um pouco mais no desenvolvimento da região”, disse Alves.

I Roda de Estudos da Lei Brasileira de Inclusão será no dia 23 de agosto em Apodi

O Tema abordado “Do Direito ao Transporte e à Mobilidade na Perspectiva da Lei Brasileira de Inclusão”.

Mais do que representar progresso no trabalho de inclusão social, a LBI em Apodi promoverá a I Roda de Estudos. Com o tema: do direito ao transporte e à mobilidade na perspectiva da Lei Brasileira de Inclusão.

A Diretoria de Políticas e Ações Inclusiva da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (DAIN/UERN) realiza na próxima quarta feira, dia 23, às 14h, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi, a I Roda de Estudos – Lei Brasileira de Inclusão (LBI), Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015.

A LBI é destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.

“A Lei Brasileira de Inclusão tem como base a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, ratificados pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo nº 186, de 9 de julho de 2008 e se constitui em um grande avanço para o  cumprimento da efetivação dos direitos das pessoas com deficiência”, explica a presidenta da Associação de Pessoas com Deficiência de Apodi - APDA, Nêmora Martins.

“O nosso objetivo é de estudar, discutir, refletir o que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência para a soma de esforços com vistas à promoção de ações que consolidem a condição de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”, destaca Nêmora.

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[informe publicitário] Posto Cidade em Apodi, qualidade para você ir mais longe!



O Posto Cidade no município de Apodi é aberto 24 horas – lá você conta com Conveniência, óleo diesel comum S500 e ótima localização.

Nossos colaboradores são treinados para garantir o melhor atendimento a você, nosso maior parceiro!

Nossos combustíveis passam diariamente por testes rigorosos de qualidade para garantir o melhor para seu veículo.

Qualidade que garante até 3% de economia no consumo do combustível, melhora a potência e aumenta autonomia do motor.

Audiência pública dos hospitais foi remarcada para o dia 22 de agosto

A audiência pública para debater amplamente o anúncio do Governo do Estado de reformulações no funcionamento de hospitais no interior do Rio Grande do Norte foi remarcada para o dia 22 de agosto, às 14, na Assembleia Legislativa, em Natal.

“É preciso muita luz sobre este assunto. São as vidas das pessoas que estão em risco. Não dá para decidir algo tão grave sem um amplo debate com a sociedade e apenas na base da caneta esferográfica”, desabafa Kelps, conhecedor do problema dos hospitais por já ter ido pessoalmente a vários deles em muitos municípios do Estado.

“Os cidadãos de Acari, Angicos, Apodi, Canguaretama, Caraúbas, João Câmara e São Paulo do Potengi estão revoltados e precisam ser ouvidos”.

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O Governo Robinson Faria acabou

O Governo Robinson Faria (PSD) acabou.

A “Operação Anteros” que eclodiu ontem, com ele no epicentro de uma teia criminosa no âmbito da Assembleia Legislativa, é apenas a ponta do iceberg.

O que vem pela frente é bem pior.

Faltava-lhe até aqui o mínimo de capacidade gerencial para minimizar graves problemas do estado.

Agora, é sobrecarregado também pela ausência elementar de respeitabilidade.

Passa a ser visto, também, como desonesto.

Como incompetente já era tratado.

Daqui para frente, se Robinson Faria (PSD) não for ejetado legalmente do poder, se manterá nele como zumbi.

O Rio Grande do Norte seguirá em frente, apesar dele e de outros figurões da sua política.

Pobre RN Sem Sorte.

Fonte: Blog do Carlos Santos

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Henrique Alves e a farra das passagens

A coluna Expresso, da Época, relata que o Ministério Público Federal denunciou o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Ele é acusado de ter comprado 306 bilhetes aéreos para terceiros entre 2007 e 2009, no caso conhecido como "farra das passagens".

Os gastos da Câmara com a generosidade de Alves chegaram a R$ 206 mil.

A defesa do ex-presidente da Câmara disse não ter tomado conhecimento da acusação.

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Um País, literalmente, na UTI

A gestão fiscal na grande maioria dos municípios brasileiros beira à insolvência. É o que aponta um recente levantamento divulgado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). De acordo com o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), 86% das prefeituras do País têm situação fiscal considerada crítica ou difícil. A entidade analisou as contas de 2016 de 4.544 prefeituras, o equivalente a 81,6% das cidades do país. O levantamento tem como base os dados divulgados pelos próprios municípios para a Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

De acordo com a Firjan, 2016 foi o ano com o maior percentual de prefeituras em situação difícil e com o menor número considerado excelente de toda a série histórica do IFGF, iniciada em 2006. O nível de investimento dos municípios atingiu o menor patamar em 10 anos. O resultado mostrou que “a crise fiscal se estende e é bastante abrangente nos municípios”, conforme afirmou o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês.

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Satisfeito com acesso à informação do seu município?

Independentemente de requerimentos os Órgãos públicos devem divulgar informações de interesse coletivo.

Você tem o direito de saber qualquer informação a respeito dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

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Cúpula do Judiciário na mira dos criminosos

Por Erick, O Caçador

Desembargadores, juízes e outros membros do Judiciário já estão na lista de alvos rotineiros do Crime Organizado em Natal/RN - isso já se pode dizer. No Estado que figura em segundo lugar do Nordeste em soltura de presos nas Audiências de Custódia (Polícia prende, Justiça solta), os magistrados estão sentindo na própria pele a Insegurança Pública generalizada. Pode o Judiciário ajudar a Sociedade, sendo mais rigoroso com os criminosos a partir de agora?

Esse pedido de mais rigor foi feito pelo Desembargador Cláudio Santos (depois de ter sido ele próprio atacado pelo crime), que era Presidente do TJRN quando o Pleno da Instituição aprovou a implantação das Audiências de Custódia, em setembro de 2015. De lá para cá, a criminalidade tem crescido cerca de 25% ao ano, há recordes sucessivos de matança de Policiais e a cúpula do Judiciário virou alvo também. As exageradas garantias legais individuais dos bandidos, bem como os "direitos dos manos", cobram o preço caro da destruição da Paz Social. Será que isso já foi entendido?

Num Estado em que as Facções Criminosas estão fora de controle e proclamam o "comando" de bairros da capital, bem como de cidades inteiras do interior; Que superou a marca de 5.000 veículos roubados, em meio a novo recorde de homicídios; Em que a Polícia se sente vítima ( e não parceira) do Judiciário; Em que tiroteios, roubos, morte e etc são o cotidiano dos bairros nobres da Capital; Em que o sertão está à mercê do Novo Cangaço e de noiados - num Estado, em suma, em que a Lei e Ordem já sucumbiram há muito - será que podemos crer que haverá alguma resposta coerente contra o crime, agora que os poderosos também são vítimas?

Progressões de Regime por "bom comportamento" tem libertado membros da cúpula das Facções Criminosas, no meio da manada de outros presidiários privilegiados por esse benefício inacessível para suas vítimas (o bom comportamento do cidadão de bem é recompensado com o desprezo por suas necessidades e apelos). A imagem das tornozeleiras eletrônicas, aos olhos do povão, é o símbolo da Justiça fajuta, que arruma qualquer pretexto para soltar bandidos, enquanto fecha os olhos para o clamor das vítimas pela punição dos maus! O bandido de tornozeleira é o dono da atitude cínica, ameaçadora, forjada pela impunidade que é a marca do narcotráfico de todas as vizinhanças - pois que não há mais vizinhança sem criminosos! Será que isso vai mudar a partir de agora? Podemos esperar que o lugar do bandido seja na cadeia, como era antes de elegerem o PT & aliados, e as leis terem sido mudadas por eles?

O cidadão de bem tem sua vida e liberdade cerceadas, na mesma medida em que os vagabundos recebem benefícios do Judiciário. Se o Judiciário cumpre a Lei, apenas, sendo esse caos justamente a resultante da eficiência do sistema legal, então, nesse caso estamos perdidos! Nós, os cidadãos de bem, que acreditamos nas Instituições Democráticas e na Justiça, perdemos... Hoje, até os familiares dos senhores magistrados estão sentindo isso, mesmo protegidos, que são, pelo privilégio da segurança privativa que não existe para o restante da população.

E ai dos vencidos! Que haja reflexão sobre a derrota da Sociedade Democrática de Direito para o Crime Organizado - seja esse em Facções Políticas ou em Facções Prisionais.

Erick Guerra, O Caçador

[informe publicitário] San Lorenzo Apodi: polo básica com elastano e tenha certeza de estar bem vestido!

Apodi: Sábado é dia de cinema no Córrego


Alô! Este convite é pra você!

Próximo sábado, dia 19 de agosto tem Cinema no Centro Comunitário do Distrito do Córrego.

O Centro Comunitário já tá com tudo pronto para o filme “A Princesa Prometida”, a partir das 19h.

Uma aventura de conto de fadas sobre uma linda jovem, Buttercup, e seu amor verdadeiro. Um menino, Westley, vira pirata para salvar sua amada das garras de um príncipe terrível. Para se reencontrar, o casal deve lutar contra os demônios de um reino místico.

Aproveite e compre o seu ingresso com o pessoal do Grujosp.

Preço simbólico R$ 2,00. Leve sua família.

É mais uma oportunidade de lazer e cultura na região da Areia.

Governador Robinson Faria é acusado de integrar organização criminosa e obstruir a Justiça

Da Folha de São Paulo

A Polícia Federal deflagrou nesta terça (15) a operação Anteros, que tem entre os alvos o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD).

Segundo nota da PF, ele teria atuado para obstruir a justiça. Faria é alvo de busca e apreensão.

Cerca de 70 policiais estão cumprindo 11 mandados, sendo dois de prisão e nove de busca e apreensão. Todos foram expedidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

"O ministro Raul Araújo Filho, da Corte Especial do STJ, determinou que fosse iniciada investigação preliminar para apurar os crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça que estariam sendo praticados pelo governador do Estado com ajuda de servidores estaduais", diz a nota da PF.

Os investigadores afirma que as manobras ilegais tinham o objetivo encobrir a apuração de atos do Executivo do Rio Grande do Norte relativos ao desvio de recursos públicos por meio da inclusão de funcionários fantasmas na folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Estado entre os anos de 2006 até os dias atuais.

Segundo a Folha apurou, a operação é decorrente da delação premiada de um político que atuou na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

A reportagem ainda não localizou a defesa do governador.

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Gilvan Alves participa de reuniões com comunidades de Apodi

Neste final de semana o vereador prestigiou a reunião mensal do Sítio Trapiá.

Com o objetivo de ouvir e discutir soluções para os problemas da cidade de Apodi, o vereador Gilvan Alves (Avante) segue visitando os bairros da cidade, e nos finais de semana tem participado ativamente das reuniões em associações nas comunidades rurais do município.

Esse contato direto com a população anima o parlamentar que elogia a participação popular em seu mandato. “Tem sido de forma quase que permanente nossos compromissos em várias comunidades, bairros e eventos de Apodi. Felizmente, tem sido uma referência estas nossas caminhadas e reuniões nas associações do nosso Apodi”, afirmou o vereador.

Durante a reunião, o vereador pôde coletar novas ideias que certamente serão implantadas ao longo do mandato. Gilvan Alves destacou uma ideia um amigo (Lindeberg Costa) que foi bastante pertinente.

Com isso, nosso gabinete estará ajustando-as, bem como implementando outras ideias complementares, para em breve lançarmos ao público”, destaca. “Assim temos construído um esboço de como Apodi pode ficar melhor! Sempre ouvindo e conhecendo a realidade dos nossos munícipes e consequentemente, tentarmos resolver os principais problemas enfrentados por cada comunidade”, acrescenta.

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Marechal Floriano Peixoto

Por Bruno Coriolano

"Como receberia uma intervenção? De um único modo: à bala!"
(Floriano Peixoto)
Uma rápida pesquisa no Google e notamos um número bastante considerável de avenidas e ruas com o nome de Marechal Floriano Peixoto, ou simplesmente Floriano Peixoto. São Aproximadamente 603.000 resultados para “Avenida Marechal Floriano Peixoto” e mais 700.000 resultados para “Rua Marechal Floriano Peixoto”. E ainda temos cidades com o nome Marechal Floriano ou em referência ao mesmo.

A máxima “brasileiro tem memória curta” poderia ser uma boa explicação para tantas honrarias para tal figura histórica brasileira. Na verdade, poderíamos dizer mesmo que brasileiro, a grosso modo, desconhece sua própria história, ou, na melhor das hipóteses, confia na primeira coisa que lhe dizem.

Tal assunto poderia ser de pouquíssima relevância, afinal, quem iria querer levantar tal questão sobre um sujeito que morreu há 123 anos?

O fato é que, considerando o atual momento da história brasileira, nosso personagem entra para a mesma como o primeiro vice-presidente a assumir a República Federativa do Brasil. Isso mesmo, muita gente sabe que Floriano Vieira Peixoto, nordestino nascido em Maceió, foi presidente do Brasil, sem vice-presidente. O que talvez muita gente não saiba, e ninguém tem obrigação de carregar tal informação consigo, é que o mesmo Floriano foi, na verdade, o primeiro vice-presidente também, assumindo o cargo de chefe de governo e chefe de Estado do maior país em extensão territorial da América Latina. Logo, não vá pensando que Michel Temer foi o primeiro vice-presidente do país a aplicar um golpe e assumir a presidência. A história do brasil é bem mais recheada do que a TV e as páginas do Facebook andam lhe contando.

No dia 23 de novembro de 1891, um homem descrito pelo escritor, tradutor e ilustrador Paulo Schmidt como um “homem de hábitos frugais, baixo, franzino, lacônico e impassível como seus ancestrais índios” assume o cargo máximo de líder dos brasileiros. Até aí nada de anormal, mas já nas suas primeiras atitudes antes do famoso golpe militar, sem participação popular, que primeiro derrubou a monarquia brasileira e forçou o exílio imediato do Imperador Dom Pedro II e sua família, e que depois viria a consolidar o episódio patético que conhecemos como PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, se mostrara um completo covarde.

Floriano Vieira Peixoto, ajudante-general do exército brasileiro, traiu o primeiro presidente, O Marechal Deodoro da Fonseca, que hoje não passa de efígie na moeda de 25 centavos da segunda geração de moedas do Real e que também não fora eleito pelo povo presidente do Brasil, aliando-se ao Partido Republicando Paulista, partido que viria a sofrer traição dele mais tarde, quando o novo presidente da república resolveu contrariar os ideais da legenda e centralizar o governo em torno de si próprio e não ceder autonomia aos estados brasileiros, que compunham a república federativa, o que dava legitimidade ao nome oficial da nação.

Se tivesse parado por aí, Floriano Peixoto, sobretudo se considerarmos as atrocidades que seu antecessor e quase todos os sucessores viriam a cometer, poderia até ser considerado um santo. Santo não, um cavaleiro do apocalipse, no melhor dos cenários. Floriano tentou introduzir na política nacional uma figura que nunca existiu – e que até o ano de 2017 ainda não existe – de salvador da pátria. Autocrata, deteve todo o poder pela força, sob a desculpa de proteger o país contra inimigos que só existiam em sua cabeça desajustada.

Como um verdadeiro autoritário, Floriano tentou regular todos os aspectos (economia, cultura...) da sociedade brasileira, chegando inclusive a determinar, em 1892, que a festa do carnaval fosse transferida para o mês de junho. A justificativa do grande sábio em questão era que a grande concentração de pessoas aumentava o risco de epidemias. Vários artigos de jornais da época traziam a revolta dos jornalistas, que alegavam que o novo presidente não queria a alegria do povo.

Isso tudo não foi nada comparado ao não comprimento do artigo 42 da primeira constituição republicana brasileira (ortogada em 1891), que versava sobre novas eleições para presidente da república, caso o presidente renunciasse antes de dois anos*. O que acontece é que o presidente que antecedera Peixoto, o já mencionado Deodoro da Fonseca, renunciara no dia 23 de novembro de 1891. Mas Floriano assumiu e permaneceu no cargo, alegando que “a própria constituição abria uma exceção, ao determinar que a exigência só se aplicava a presidentes eleitos diretamente pelo povo, assumindo assim o papel de consolidador da República”, assim, anulando o decreto de dissolução do Congresso, além de trocar os governadores que apoiavam Deodoro.

O que sabemos hoje é que a única coisa que ele consolidou foi a perpetuação do próprio autoritarismo na política brasileira. As grandes marcas de tal crápula são perceptíveis na sua promoção de violência, desprezo pelas leis e pela democracia, atitudes completamente contrarias aos valores prometidos pela República.

Floriano Peixoto então permaneceu por 2 anos e 357 dias no cargo de presidente, enfrentando a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul com mão de ferro, o que, a grosso modo, o rendeu o único título que mereceu receber, “Marechal de Ferro". Título, na verdade, que não passava de um apelido pejorativo e que lhe rendeu a homenagem forçada de renomear a cidade catarinense Desterro (Originalmente denominada "ilha de Santa Catarina") para Florianópolis, belíssima cidade que não lembra em nada o Marechal de Ferro.

Lógico, nomear uma avenida com o nome de um herói nacional como este é um ato de grandeza. Mas pelo menos agora você já sabe quem foi Floriano Peixoto. Para não alongar ainda mais o texto, resumo logo abaixo algumas curiosidades sobre o Marechal de Ferro.

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Festa dos Pais na Loja Maçônica Vale do Apodi com as Bandas Pé de Ferro e Dário Villa

Clique no cartaz para ampliar!

Mais uma super festa em comemoração ao Dia dos Pais na Loja Maçônica Vale do Apodi, promete muita música e diversão para toda a família.

A festa acontecerá no sábado, dia 26, a partir das 21h com animação das bandas Pé de Ferro e Dário Villa.

Mesas já a vendas com os maçons de Apodi.

Uma noite muito especial pra você!

Passo de tartaruga

Ricardo Boechat ISTOÉ

Três meses após a divulgação da chamada Lista de Fachin, que expôs políticos pendurados no caixa da Odebrecht, o STJ ainda não recebeu os pedidos para abertura de inquérito contra sete dos nove governadores com foro na Corte. As exceções foram os casos do mineiro Fernando Pimentel (PT), já arquivado, e de Marcelo Miranda (Tocantins), ambos em andamento. Na sombra refrescante continuam, entre outros, Geraldo Alckmin (São Paulo), Beto Richa (Paraná), Luiz Fernando Pezão (Rio de Janeiro), Raimundo Colombo (Santa Catarina), Robinson Faria (Rio Grande do Norte), Flavio Dino (Maranhão) e Marconi Perillo (Goiás).

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal vai decidir na terça-feira 15 se aceita denúncia contra Fernando Collor. O ex-presidente é acusado de sete crimes, entre eles, corrupção e lavagem de dinheiro, todos em prejuízo da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. No mesmo processo estão envolvidos mais nove suspeitos, inclusive a mulher do senador, Caroline.

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No fundo do poço

A pouco mais de um ano das eleições para a Presidência, os governos estaduais e o Congresso Nacional, os brasileiros manifestam rejeição generalizada à classe política, independentemente de partidos, e ao atual modelo de governo.

Segundo pesquisa do instituto Ipsos, apenas 6% dos eleitores se sentem representados pelos políticos em quem já votaram, ou seja, 94% acham que os políticos não têm credibilidade nem merecem confiança. Desde novembro do ano passado houve queda de nove pontos porcentuais na taxa dos que se consideram representados.

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domingo, 13 de agosto de 2017

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Autocrítica? Gilmar critica nossa aristocracia togada

Blog Diario do Poder

O ministro Gilmar Mendes não foge de polêmicas. Ele destacou ontem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de abrir mão de reajuste salarial, neste momento de crise tão grave, e afirmou que o Judiciário e o setor público “precisam ter um encontro com a realidade”. Ele citou vários casos de ganhos salariais abusivos em tribunais e no ministério público e disse que se criou no Brasil “um tipo de aristocracia togada”.

Gilmar disse ter sido informado de que no Tribunal de Justiça de São Paulo, não há desembargador ganhando menos de R$70 mil líquidos.

Outro abuso citado por Gilmar Mendes foi a criação, em Cuiabá, de um “auxílio técnico” de R$14 mil para procuradores comprarem livros.

Inteiramente alheio à crise que o Brasil enfrenta, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, em Salvador, fará licitação para contratar uma empresa de “personal trainer” a fim de que magistrados e servidores entrem em forma por nossa conta. No horário de trabalho, certamente.

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O novo sistema político e determinadas organizações

Novo sistema político favorecerá determinadas organizações

Janio de Freitas – Folha de S.Paulo

Marcola e Fernandinho Beira-Mar estão convidados a se tornarem próceres políticos. Com comando em todos os Estados onde suas organizações são bem-sucedidas. E com expressivas bancadas sob sua orientação na Câmara.

Não como convite, já como entrega, os evangélicos recebem as condições para compor, também na Câmara, a bancada mais poderosa como número de votos unificados. A mais propensa força a definir votações, portanto.

Essas duas inovações da "reforma política", que melhor se chamaria reforma eleitoral, já contam com a aprovação preliminar na Câmara e têm explicação simples. Na regra há tempos adotada para compor a Câmara, o voto no candidato é contado também para o partido ou coligação de partidos.

Esses votos transferidos definem o tamanho da bancada partidária. Pela fórmula aprovada na Comissão Especial de Reforma Política, já em 2018 os eleitos serão simplesmente os mais votados. Os "puxadores de votos", tipo Tiririca, que dão aos partidos totais capazes de eleger vários candidatos, deixariam de produzir esse efeito.

Apesar disso, o novo sistema inovará para pior. Interpretado, em geral, como facilitador de reeleição das cúpulas partidárias, mais do que isso, facilitará a intervenção eleitoral de determinadas organizações. Imagine-se Marcola e Fernandinho Beira-Mar mandando seu pessoal nos Estados concentrar-se em um ou alguns candidatos.

Tanto para dar os votos da própria organização, como para votos induzidos nas comunidades sob seu controle. Nem precisam fazer os mais votados: bastará que seus candidatos sejam bem votados, para estar assegurada forte bancada na Câmara. E nas Assembleias e Câmaras Municipais.

As correntes evangélicas, que já praticam o voto orientado, precisarão só de melhor entendimento, quanto a candidatos em comum, para formarem na Câmara bancada ainda mais numerosa que a existente. Não é preciso arriscar estimativas do que bancadas assim eleitas podem representar em questões problemáticas, como vários preconceitos, liberdade de pensamento e de expressão, revisões de legislação criminal, porte de arma, Judiciário, tantas mais.

No mesmo sentido de "reforma" está a aprovação, também preliminar, do limite de dez anos como ministro do Supremo e demais tribunais superiores. Eis uma questão controversa e sisuda.

A atual vitaliciedade é, a um só tempo, necessária e excessiva. O processo de escolha de novos ministros sujeita os tribunais superiores à eventualidade de nomeações impróprias, que a sabatina preguiçosa e interesseira do Senado não evita. O próprio decorrer da função está exposto a transfigurações que, se valiosas pela experiência e o maior saber, também podem mostrar-se muito prejudiciais.

Nestes tempos transtornados temos exemplos quase diários. Mas a vitaliciedade oferece condições inigualáveis para o exercício da liberdade de julgar, se há caráter com que fazê-lo acima de tudo.

Essa é outra reforma para pior. E não menos perigosa do que a anterior. Exige tempo e debate.

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sábado, 12 de agosto de 2017

RN atinge marca de 1.500 homicídios em 2017


O Rio Grande do Norte segue apresentando altos índices de crimes contra a vida. Segundo levantamento feito pelo Observatório da Violência Letal Intencional (OBVIO) – instituto que contabiliza e analisa delitos dessa natureza – o estado chegou a 1.500 assassinatos registrados somente este ano. O número foi atingido nesta sexta-feira (11) e a média de vítimas por 100 mil habitantes é de 42,77.

“A violência e a insegurança são promovidas pelo próprio governo do Rio Grande do Norte, quando, para se esquivar de sua responsabilidade, insiste em criar bodes expiatórios para seus próprios erros. A prova disso é que chegamos a 1500 CVLIs (Condutas Violentas Letais Intencionais) nesses 222 dias de 2017”, critica o especialista em gestão e políticas de segurança pública Ivenio Hermes, que também é coordenador do Observatório.

G1 (RN) procurou a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) para comentar os dados e a ainda aguarda o retorno da pasta.

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O PMDB e seus equívocos

Ao deliberar pela punição de deputados que votaram pela instauração de processo para investigar o Presidente da Republica, o diretório nacional do PMDB comete mais um erro histórico. O partido, que sempre teve como tradição respeitar as divergências, decide inovar punindo a decência e a sensatez.

O momento seria de buscar uma reconexão com a sociedade e, ao invés execrar, o partido deveria exaltar figuras como o deputado Jarbas Vasconcelos, que sempre honrou o partido e os mandatos que exerceu.

É lamentável ver um partido que abrigou figuras como Ulisses, Tancredo, Pedro Simon, Marcus Freire e tantos outros grandes líderes sucumbir a miudeza do poder pelo poder.

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